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O Papa Francisco coroou a imagem de Nossa Senhora do Carmo em dois momentos significativos de sua viagem ao Chile: na primeira e na última missas celebradas naquele país.

Na Missa celebrada na manhã do dia 16 de janeiro, terça-feira, no Parque O’Higgins, em Santiago, o Papa Francisco falou das Bem-aventuranças, sublinhando as atitudes de “construir a paz” e acreditar nas possibilidades de mudança. Foi o primeiro grande encontro de Francisco com os fiéis chilenos, no parque que ocupa no centro de Santiago uma área de 770mil m². Segundo as autoridades, 400 mil pessoas participaram da celebração.

Após a homilia, o Papa Francisco coroou a Imagem da Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, padroeira do Chile.

Coroação da imagem em Missa no Campus Lobito, em Iquique

O último compromisso do Pontífice em terras chilenas, na quarta-feira, dia 18 de janeiro, foi a Missa no Campus Lobito, em Iquique, em honra a Nossa Senhora do Carmo e pela integração dos povos. Assim como fez no dia 16 de janeiro, depois de pronunciar a sua homilia, o Pontífice coroou a imagem da Virgem do Carmo de La Tirana como Rainha e Mãe do Chile.

Durante a Eucaristia, um casal jovem que realiza as danças tradicionais dedicadas a essa devoção apresentaram ao Papa duas coroas, uma para a Virgem e outra para o Menino Jesus que ela carrega em seus braços. Depois de abençoá-las, o Pontífice caminhou em direção à imagem e coroou ambos.

Em sua visita ao Chile em 1987, São João Paulo II fez o mesmo gesto com a imagem da Virgem do Carmo que se encontra no Santuário Nacional de Maipú.

O reitor do Santuário de Nossa Senhora do Carmo, de La Tirana, Padre Javier Sáez, disse ao site da ACI Digital que a coroação é “um presente” necessário, que “nos impulsiona a seguir trabalhando e a nos sentirmos mais unidos na fé como verdadeiros cristãos”.

“O que nós precisamos é renovar a fé, poder encontrar novamente o que se está perdendo, que é a presença de Deus, a presença de Cristo na nossa vida”, expressou.

Padroeira do Chile

As raízes da devoção mariana começam no início da evangelização da América Latina. Até hoje é possível ver no convento de São Francisco de Assis, em Santiago, a primeira imagem de Nossa Senhora do Carmo, trazida pelo primeiro conquistador espanhol que foi ao Chile (D. Pedro de Valdívia). As primeiras manifestações da devoção a Nossa Senhora do Carmo datam do século XVI, com a construção da Igreja “La Tirana”, mais ao norte do país. Ainda hoje lá acontece a manifestação religiosa popular do país: os bailes religiosos. A primeira Confraria do Carmo foi fundada, na Igreja dos Agostinianos, em 1643.

Vários acontecimentos históricos envolvem a participação benigna da Virgem do Carmo: nas lutas pela independência, ela foi proclamada Patrona e Generala do exército andino. Em seu santuário nacional, na cidade de Maipu, estão sepultados os soldados que lutaram pela pátria. Na bandeira do Chile foi colocada uma estrela branca no céu azul simbolizando a Virgem do Carmo, Patrona do Exército.

A Cruz de Maipu, símbolo da religiosidade e da luta do povo chileno, é ostentada em todas as dioceses do país, trazendo sobre as cores vermelho e azul, a estrela branca de Maria. Em muitos lares do país são encontradas as mais diversas formas de representação da “Carmelita”, como é carinhosamente conhecida no Chile.

Fontes: ACI Digital, Vatican News e site Nossa Senhora das Américas
Fotos: Vatican News e reprodução do YouTube