Caminho Vocacional

O jovem que se sente atraído pelo Carmelo deve trilhar um caminho de discernimento do seu chamado vocacional e de formação. Antes, entretanto, precisa preencher dois pré-requisitos: ter mais de 17 anos e o Ensino Médio completo.

O primeiro passo para o ingresso na Ordem é participar dos encontros vocacionais. Frei Paulo explica que essa etapa geralmente dura um ano, mas cada jovem tem a sua caminhada própria podendo permanecer por mais tempo no grupo vocacional. Ao final de cada ano há uma avaliação dessa caminhada, podendo ser admitido no postulantado (pré-noviciado) ou continuar o processo, participando por mais um tempo dos encontros bimestrais. “O conteúdo do vocacional é progressivo e versa sobre a espiritualidade cristã, o chamado que Deus nos faz, o Carmelo e a vida como religioso carmelita. Buscamos dar ao jovem a oportunidade de fazer um discernimento claro a partir não só daquilo que é exposto teoricamente, mas também daquilo que se vive no Carmelo”, contou Frei Paulo Ricardo, promotor vocacional.

Após ingressar no Carmelo, o jovem recebe uma formação inicial que o prepara para o noviciado. O conteúdo formativo inclui fundamentos antropológicos da vida espiritual pessoal e comunitária; educação geral; fundamentos da vida cristã; o Carmelo; e experiências práticas.

“Feita a devida preparação e acompanhamento neste período importante da formação inicial, o candidato, se aprovado, ingressará no Noviciado. A finalidade do Noviciado é a iniciação gradual do candidato à vida no Espirito, segundo o carisma do Carmelo, em ordem a um primeiro compromisso com a profissão temporal. Com o noviciado começa a vida religiosa na Ordem Carmelita”, explicou Frei Paulo.

O frade-noviço, viverá, então, um ano de intensa oração e vida fraterna, procurando dia após dia identificar-se com a vida carmelita. Durante o noviciado dá-se espaço amplo a apresentação do carisma, modelos, tradição, história e vida atual da Ordem.

Depois de ter passado pelo postulando, ter feito o Noviciado e professado os votos de Pobreza, Castidade e Obediência, o jovem frade iniciará os estudos filosóficos e teológicos. Esta etapa chama-se Juniorato: período de profissão temporal. É também nesta etapa da formação que cada candidato se prepara para os diversos tipos de serviços na Ordem. Depois de concluído os anos de votos religiosos, que podem ser de no mínimo três anos e no máximo nove anos, o candidato, fará a sua Profissão Solene. Com a Profissão Solene, o frade fica incardinado definitivamente na Ordem, com todos os direitos e deveres. Contudo, com a profissão Solene não termina a formação, porque ela é permanente.