Ordenações Presbiteral e Diaconal: subir ao monte, deixar-se transformar e ser luz para o mundo

 

No Jubileu de seus 300 anos, a Província Carmelitana de Santo Elias (PCSE) apresentou mais quatro freis que foram confirmados pela Igreja e receberam, na Solenidade da Imaculada Conceição, dia 8 de dezembro, os graus do Sacramento da Ordem. Foram ordenados presbíteros os freis Carlos André Bezerra de Lima, O.Carm.; Juliano Luiz da Silva, O.Carm.; e William Pereira Barboza, O.Carm. Recebeu o grau do diaconato frei Bruno Castro Schröder, O.Carm. A cerimônia, realizada na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, na Bela Vista (SP), foi presidida pelo bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), Dom Pedro Luiz Stringhini, e concelebrada pelo Prior Provincial, Frei Adailson Quintino dos Santos, O.Carm., conselheiros e demais religiosos presentes.

Conheça os freis ordenados:

Frei Bruno Castro Schröder, O.Carm.

Lema diaconal: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo.” (Jo 21, 17)

Breve biografia: Frei Bruno Castro Schröder nasceu no dia 25 de julho de 1991, em Itararé, no interior sul paulista. Filho de Augusto César Schröder e Valdete de Fátima Castro Schröder, o frade carmelita é o segundo de três filhos do casal, tendo como irmãs Juliana e Sarah. Embora paulista de nascimento, frei Bruno passou boa parte de sua vida no Paraná, onde possui familiares maternos. É licenciado em Filosofia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA) de Belo Horizonte (MG) desde 2014 e, em 2019, tornou-se bacharel em Teologia pela Faculdade de São Bento (FSB) de São Paulo (SP). Emitiu seus votos temporários em 21 de janeiro de 2017, na Igreja do Convento do Carmo da cidade de São Cristóvão (SE), e os votos solenes em 25 de outubro de 2019, na Igreja do Convento Santa Maria Madalena de Pazzi, em Mogi das Cruzes (SP). Atualmente compõe a comunidade conventual do Carmo da Lapa do Desterro, na cidade do Rio de Janeiro, e desenvolve seu apostolado na Associação Beneficente São Martinho – uma das obras sociais da Província Carmelitana de Santo Elias –, desde abril deste ano.

“O itinerário vocacional é, antes de tudo, um encontro. Como nos diz Santa Teresa de Ávila: um encontro com Aquele que sabemos que nos ama. Neste encontro nós nos descobrimos partícipes de Deus na criação. Deus nos ama e pede de cada um de nós apenas uma coisa: que sejamos capazes de nos amarmos, ou seja, de nos reconhecer iguais. E isso nos leva à gratidão. Existem aqueles que envolvidos de tal forma neste mistério desejam abandonar-se em tal amor. A viver a radicalidade do Evangelho no mundo, de colocar-se a serviço da Igreja em favor de todos quantos necessitem. Sinto-me muito feliz e grato pela confiança em mim depositada pela Província ao me admitir à Ordem do Diaconato”.

Frei Carlos André Bezerra de Lima, O.Carm.

Lema sacerdotal: “Encheu-se de compaixão.” (Mt 9, 36)

Breve biografia: Nascido no estado do Ceará, filho de Maria Lúcia Bezerra de Lima e Manoel Xavier de Lima (falecido), Frei Carlos André tem 30 anos. Ingressou no Postulando da Ordem do Carmo em 2012, em Mogi das Cruzes (SP); e, no ano seguinte, foi para o Noviciado, em Belo Horizonte (MG), onde cursou filosofia na Faculdade Jesuíta. Já o curso de Teologia, o religioso cursou na Faculdade de São Bento (SP). Em 2019, realizou sua Profissão Solene dos Votos de Pobreza, Castidade e Obediência, na Ordem do Carmo, na Igreja da Ordem Primeira de Nossa Senhora do Carmo, em Mogi das Cruzes (SP). Neste ano de 2020 realizou sua missão diaconal na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, na Bela Vista (SP) e, atualmente, é delegado para a Ordem Terceira do Carmo e ecônomo na Casa de Formação do Postulantado, em Belo Horizonte (MG).

A vida ministerial é um dom concedido pela graça e ação benfazeja de Nosso Senhor, diante de tamanha grandeza meu coração transborda da mais nobre alegria, tendo como fonte o coração do Cristo Sumo e eterno Sacerdote. Busco me colocar com muita humildade diante desse profundo mistério, ansiando ser para a Igreja de Cristo e o povo de Deus um servo, colaborador do Reino de Cristo, oferecendo diariamente o Santo Sacrifício. Agradeço muitíssimo a bondade de Deus em minha vida e a proteção da Santíssima Virgem, o que sou hoje é obra das mãos de Deus, não tenho nenhum mérito, Cristo foi tudo em minha vida e sempre será”.

Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm.

Lema sacerdotal: “Então me aproximarei do altar de Deus: Deus que é a alegria da minha juventude.” (Salmo 142)

Breve biografia: Frei Juliano Luiz da Silva nasceu em 1990. Filho de Luiz Sabino da Silva e Solange Sabino da Silva, naturais de Tavares, sertão da Paraíba. Frei Juliano e seus irmãos Joice e Jeferson nasceram e cresceram em Sorocaba, interior de São Paulo, onde os pais moram desde o matrimônio há 35 anos. A Paróquia Cristo Rei, em Sorocaba, foi o berço da vocação de frei Juliano, que fez a sua profissão religiosa na Ordem do Carmo como membro da Província de Santo Elias no dia 19 de janeiro de 2014. Cursou Filosofia na Faculdade Jesuíta, em Belo Horizonte, onde conseguiu o bacharelado em 2016. Desde 2017 mora em Roma, onde concluiu o curso de Teologia da Pontifícia Universidade “Lateranense” e continua seus estudos com o mestrado em Teologia Espiritual pelo Pontifício Instituto de Espiritualidade “Teresianum”. Foi ordenado diácono em novembro de 2019, na Basílica de São Martinho em Roma. Atualmente, o frade carmelita é membro da comunidade de “Santa Maria Regina Mundi”, na periferia de Roma, onde também contribui com os frades nos diversos trabalhos do convento e da paróquia.

“A ordenação presbiteral é a confirmação de uma vocação a qual me sinto chamado desde os primeiros anos da minha juventude. Não é o fim de uma etapa, um ponto de chagada, mas, é o início de um momento novo que certamente mudará a minha vida. Servir o altar sempre foi motivo de alegria e, sem dúvida, estar próximo do altar alimentou a minha vocação e o meu desejo de me aproximar ainda mais. Nessa vida não podemos esperar por um caminho de felicidade que seja livre de dificuldades e renúncias. Seja qual for a nossa vocação, deveremos afrontar as “noites escuras da alma”. Agradeço muito a Deus por todas as pessoas que ele colocou na minha vida desde que iniciei o caminho vocacional e por ter sustentado a minha família, principalmente, nos momentos em que eu estive ausente. Antes de ser padre eu sou um frade carmelita e continuarei sendo mesmo depois da Ordenação Presbiteral. Quero continuar aprofundando a nossa espiritualidade e o principal motivo da minha formação é o povo de Deus. Durante o caminho vocacional precisei das orações de todos, precisarei muito mais como sacerdote”.

Frei William Pereira Barboza, O.Carm.

Lema sacerdotal: Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!” (Sl125, 3)

Breve biografia: Nascido no estado de Minas Gerais, filho de Delma Pereira Barboza e Joaquim Barboza de Jezuz, Frei William Pereira Barboza tem 26 anos. Ingressou no Postulando da Ordem do Carmo em 2012, em Mogi das Cruzes (SP), e, no ano seguinte, continuou no Postulantado, dando início aos estudos de Filosofia na Faculdade de Filosofia e Teologia Paulo VI, na mesma cidade. Entrou no Noviciado no ano de 2014, em Belo Horizonte (MG). Após professar seus primeiros Votos Religiosos em 2015, deu prosseguimento e finalizou seu curso de Filosofia em 2017, no Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA). Iniciou seu curso de Teologia na Faculdade de São Bento (SP) e concluiu em Roma pela Universidade Lateranense. Em 2019, ainda na cidade italiana, realizou sua Profissão Solene dos Votos Solenes na Ordem do Carmo e sua Ordenação Diaconal, na Basílica de São Silvestre e São Martinho ai Monti. Atualmente, realiza sua missão na cidade de Eldorado do Sul, região Metropolitana de Porto Alegre (RS).

“Estou alegre em saber que o meu sonho, a minha vocação está se realizando, se concretizando. Ao me imaginar sacerdote, o coração acelera! É o passo que sempre quis dar ao Senhor, me preparei para isso, para ser Dele, e consagrá-Lo na Eucaristia para que outrem possa adorá-lo e louvá-lo. Meu lema sacerdotal me acompanha desde o início do meu chamado. Tocou-me essas palavras ao ouvi-las durante uma Missa de Consagração Definitiva de uma freira. Percebi naquele momento que a alegria deveria acompanhar-me na minha vocação e também na minha entrega definitiva a Deus, como também no meu Ministério Sacerdotal. Acredito que o povo espera que eu seja um bom sacerdote, segundo o Coração de Deus. Certamente com a oração do povo e com a graça do Pai, me esforçarei para ser “persona Christi” na Igreja e para a Igreja”.

Fotos: Leonardo Sasseron