Beata Teresa Maria da Cruz: “Tudo o que desejo é fazer a vontade de Deus”

 O nome “da Cruz” assentava muito bem à Madre; frequentemente ela dizia: “Tritura-me, Senhor, espreme-me até a última gota!” Sua caridade não tinha limites. Entregava-se a todos e em tudo, esquecendo-se sempre de si mesma.

 

23/04 – Beata Teresa Maria da Cruz

A Beata Teresa Maria da Cruz, fundadora da Ordem das Irmãs Carmelitas de Santa Teresa, foi conhecida pelo apelido carinhoso de Bettina, dado por seu pai. Nasceu em Florença, a 2 de março de 1846. Era uma jovem alegre, vivaz, com caráter generoso, gostava de ser admirada e chamar atenção com seus belos olhos azuis e cabelos castanhos encaracolados. Gostava de inventar moda e suas companheiras a acompanhavam, aos 19 anos compreendeu que Jesus a queria para si.

A partir daí, Bettina , deu início a sua transformação. Desapegada de suas vaidades , das ilusões do mundo, decide mudar de vida. Foi muito criticada pelas pessoas, mas isso não a perturbava, o que ela queria era ser toda de Jesus. Passou a dedicar-se aos mais necessitados.

Ela pensou que quando vivia no mundo era só inventar um moda para que as outras moças a imitassem, então, se todas a acompanhavam no mal, também a acompanharão no bem. E de fato, foi isso o que aconteceu.

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Formou-se um grupo de jovens entregues à oração e às obras de caridade. Ela não tinha dúvida que Deus a queria para si, mas a dúvida ficou sobre a espiritualidade, pois amava tanto a espiritualidade Franciscana quanto a Teresiana. Como era costume seu, rezou e fez uma novena ao Espírito Santo. E no final venceu Teresa.

Em 15 de julho de 1874 retirou-se com duas amigas numa casinha situada à beira de um rio de Bisêncio, onde começou um vida de oração, penitência e caridade. Neste dia foi a fundação do Instituto e continuaram esta forma de vida por três anos. Até que um dia, surgiu a dúvida se era essa a vontade de Deus.

Em 1877, a resposta veio através de uma mãe, doente, que diz a Bettina que morreria feliz se ela cuidasse de suas crianças e Bettina viu esse pedido como sinal de Deus. E foi a partir desse momento que as mãos postas em oração se abriram para o serviço.
Outra data significativa foi 12 de julho de 1888, quando Bettina e suas outras companheiras tiveram a alegria de vestir o hábito carmelita.

Em 1908, Madre Teresa Maria da Cruz ficou gravemente doente, vindo a falecer no dia 23 de abril de 1910. Ela havia completado a subida de seu Calvário, depois de passar por noites escuríssimas: estava preparada pela Graça de Deus. Faleceu enquanto repetia uma vez mais: “Ó meu Jesus, eu quero sofrer mais…” E murmurava em êxtase: “Está aberto!… Já vou!”

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A fama de sua santidade foi confirmada por numerosos testemunhos de graças e milagres, o que levou a se iniciar, em 1930, o processo de sua beatificação. Seus escritos, ao mesmo tempo simples e profundos, foram aprovados em 27 de novembro de 1937.

O Papa João Paulo II a beatificou em 19 de outubro de 1986. Em 7 de dezembro de 1999 o Concelho Comunal de Campi Bisenzio a proclamou Patrona da Cidade, acolhendo o pedido de uma petição popular que recolhera milhares de assinaturas entre os concidadãos de “Bettina”.

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Fonte: Ordem Carmelitana Descalça no Brasil